Compositor: Diego Monteiro do Nascimento
Eu caminho pela linha dos sonhos desfeitos
Cada passo ecoa gritos silenciosos
As sombras rastejam dentro da minha cabeça
Velos arrependimentos que eu pensava estarem mortos
O espelho mostra um rosto que eu odeio
Preso dentro de um destino enferrujado
Sem fuga, sem segunda pele
A guerra que eu travo é profunda dentro de mim
Estou preso dentro dessas correntes internas
Trancado pelo que sempre fui
Meu passado não morre, ele me aperta com força
Eu grito por paz na noite sem fim
Preciso me libertar, preciso queimar
Esses fantasmas não me deixam virar
As noites são longas com gritos amargos
Assombrado pelo meu próprio disfarce
Cada memória corta como vidro
Sangrando através da minha máscara atual
A esperança está desaparecendo, a respiração fica fraca
Rasgando esta pele amaldiçoada
A liberdade chama, mas eu não consigo ouvir
O silêncio alimenta meu medo mais sombrio
Estou preso dentro dessas correntes internas
Trancado pelo que sempre fui
Meu passado não morre, ele me aperta com força
Eu grito por paz na noite sem fim
Eu preciso me libertar, preciso queimar
Esses fantasmas não me deixam mudar
Quebre-me, esmague-me, liberte-me
A dor é tudo o que me conforta
Mas bem no fundo dessa casca quebrada
Uma voz ainda luta contra o inferno
Estou me libertando das correntes internas
Não mais preso ao que já foi
Meu passado ainda ruge, mas eu me incendeio
Um fogo nascido da noite sem fim
Eu me levanto em chamas, eu me levanto para viver
Minha alma é minha, eu não vou perdoar